Revista Medica NotíciasRevista Medica NotíciasRevista Medica Notícias
  • Murilo Moura Alencar
  • Início
  • Notícias
  • Politica
  • Tecnologia
Font ResizerAa
Revista Medica NotíciasRevista Medica Notícias
Font ResizerAa
  • INICIO
Revista Medica Notícias > Blog > Notícias > É possível passar por uma crise sem sistemas? Marcio Alaor de Araujo analisa
Notícias

É possível passar por uma crise sem sistemas? Marcio Alaor de Araujo analisa

Liam Everdale
Por Liam Everdale 18/09/2026
Compartilhar
7 Min de leitura
Marcio Alaor de Araujo
Compartilhar

Em uma crise, Marcio Alaor de Araujo observa que o maior risco não é errar a decisão, e sim demorar tanto para decidir que o problema cresce sozinho. A contradição incomoda executivos acostumados a analisar tudo antes de agir.

Contents
Uma segunda-feira sem sistemasO que os modelos de decisão ensinam sobre o caos?Quem decide, com qual informação e em quanto tempo?A crise revela a cultura construída antes dela

Empresário com foco em resultados e desenvolvimento organizacional, ele conhece bem essa tensão. Em tempos normais, prudência significa reunir dados e ouvir várias áreas. Numa emergência, o mesmo cuidado pode paralisar a operação enquanto clientes, fornecedores e equipes esperam uma orientação que não chega.

Resolver esse dilema exige método, não improviso. Para mostrar como isso funciona na prática, vale acompanhar uma situação fictícia, mas bastante comum, e os modelos de decisão que ajudam a atravessá-la sem transformar um incidente em colapso.

Uma segunda-feira sem sistemas

Uma distribuidora de médio porte amanhece com os sistemas fora do ar após um ataque cibernético. Pedidos não entram, o estoque não aparece nas telas e caminhões aguardam no pátio. Em poucas horas, os primeiros clientes ligam cobrando entregas prometidas para o mesmo dia.

A primeira reação da diretoria é convocar uma reunião ampla para entender o tamanho do estrago. Marcio Alaor de Araujo considera esse movimento compreensível, mas arriscado: enquanto todos discutem causas, ninguém decide o que fazer com os caminhões parados, com os clientes ao telefone e com a equipe sem instruções.

A empresa só retoma o controle quando separa as frentes. Um grupo cuida da contenção técnica, outro organiza pedidos em planilhas manuais e um terceiro assume a comunicação com clientes. Cada frente recebe um responsável com autonomia para agir dentro de limites claros.

O que os modelos de decisão ensinam sobre o caos?

O modelo Cynefin, criado pelo pesquisador Dave Snowden, ajuda a explicar a virada. Ele classifica os contextos de decisão por grau de previsibilidade. Em situações caóticas, a recomendação é agir primeiro para estabilizar, observar o efeito e só depois ajustar a resposta com mais calma.

Marcio Alaor de Araujo
Marcio Alaor de Araujo

Outro referencial útil é o ciclo OODA, desenvolvido pelo estrategista militar John Boyd. Suas quatro etapas são observar, orientar, decidir e agir, repetidas em ciclos curtos. A vantagem está na velocidade de aprendizado: cada ação gera informação nova, que alimenta a decisão seguinte.

Nenhum dos dois modelos elimina a incerteza. O ganho está em trocar a busca pela resposta perfeita por uma sequência de decisões pequenas e reversíveis. Na distribuidora, priorizar as entregas de maior impacto antes de restaurar todos os sistemas foi exatamente esse tipo de escolha.

Quem decide, com qual informação e em quanto tempo?

Crises expõem estruturas de decisão mal definidas. Quando ninguém sabe quem tem a palavra final, cada gestor espera o aval de outro. Um comitê de crise enxuto, com papéis estabelecidos previamente, resolve esse impasse e evita que decisões urgentes circulem por várias camadas hierárquicas.

Com base nessa lógica, Marcio Alaor de Araujo alude que a informação precisa chegar resumida e com hora marcada. Boletins curtos, em intervalos regulares, dizem o que se sabe, o que ainda não se sabe e o que será feito a seguir. Esse ritmo reduz boatos e ansiedade.

A comunicação externa segue o mesmo princípio. Clientes toleram atrasos com mais facilidade quando recebem notícias honestas e frequentes. O silêncio, por outro lado, costuma ser interpretado como descaso e transforma um problema operacional em uma crise de reputação mais difícil de reverter.

A crise revela a cultura construída antes dela

Nenhum plano funciona se as pessoas não confiam umas nas outras. Equipes habituadas a receber autonomia no dia a dia agem com segurança quando a pressão aumenta. Já equipes treinadas para esperar ordens tendem a travar justamente no momento em que a iniciativa faz mais falta.

Por isso, a preparação começa longe da emergência. Simulações periódicas, planos de continuidade revisados e lideranças intermediárias fortalecidas são investimentos que parecem dispensáveis até o dia em que se tornam decisivos. Depois da crise, uma análise sem busca de culpados transforma o susto em aprendizado.

É por essa razão que Marcio Alaor de Araujo resume a gestão de crise como extensão da liderança cotidiana, e não como talento de ocasião. Empresas que atravessam turbulências com equilíbrio contam raramente com heróis improvisados. Contam com pessoas preparadas, papéis claros e confiança construída ao longo do tempo.

Tag:Empresário Gianmarco MarchettiTudos sobre Taiza Tosatt EleoterioPsicanalista Taiza Tosatt EleoterioGianmarco Marchetti Empresário do ramo hoteleiroQuem é Taiza Tosatt EleoterioTaiza EleoterioTaiza Tosatt
Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Copie o link Print

Categorias

  • Brasil37
  • Notícias284
  • Politica41
  • Tecnologia40
  • Uncategorized2

leia mais

Politica

Banco Central muda contestação do Pix e reforça proteção contra fraudes a partir de 2027

Por Redação Folha De Recife

Kondzilla em queda: um olhar profundo sobre os dilemas do canal de funk

Por Sergei Valenko

De que forma a assessoria jurídica personalizada melhora a condução de casos sensíveis?

Por Liam Everdale
Waldecir José de Lima Júnior
Politica

Câmara de Cuiabá aprova projeto que cria política municipal sobre fissura labiopalatina

Por Liam Everdale
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?